
O porta voz do Conselho Nacional de Transição (CNT), na pele da Assembleia Nacional, Fernando Vaz, vulgo Nando Vaz tornou público um comunicado, hoje, 15 de julho, que dá conta do congelamento das relações da Guiné Bissau com Cabo Verde.
No comunicado que, a LNA teve acesso o CNT reagiu condenando às exigências do Governo de Cabo Verde de libertação de Domingos Simões Pereira uma ingerência inaceitável de meter o nariz nos assuntos internos da Guiné-Bissau e em consequência disso anuncio o resfriamento das relações com o executivo cabo-verdiano.
Recorde-se que ontem, 14 de julho, o governo cabo-verdiano pediu à libertação rápida de Domingos Simões Pereira e com isso mostrou_se disponível para restabelecer o diálogo com a Guiné Bissau no intuito de se encontrar soluções para o país.
Fernando Vaz não poupou nas palavras afirmando mesmo que o governo de Cabo Verde não tem legitimidade para fazer comentários sobre processos políticos e judiciais na Guiné-Bissau.
O referendo documento garante que qualquer tentativa de exigir a libertação de atores políticos constitui uma ingerência na soberania nacional.
O Conselho Nacional de Transição referenciou processos judiciais de alguns atores políticos em Cabo Verde. A referência cai na pessoa do primeiro ministro de Cabo Verde que está semana foi acusado pelo Ministério Público de um rol de crimes que provavelmente terá cometido quando era presidente da Câmara Municipal de Praia. Nessa ordem de ideias o CNT aconselha Cabo Verde a preocupar_se dos seus imensos problemas e desafios internos antes de comentar assuntos relacionados com a justiça que ocorre na Guiné Bissau.
Nando Vaz disse mesmo, sem papás na língua que Cabo Verde seguir as peugadas da política externa portuguesa.
” O executivo de Cabo Verde atua sob influência externa e não em defesa dos interesses africanos”. acusou.
O CNT considera as exigências do Governo de Cabo Verde que descreve como uma orientação ideológica do Governo de Cabo Verde, acrescentando que o país estaria a confundir posições partidárias PAICV, partido no poder em Cabo Verde com a ação diplomática do Estado.
Segundo Fernando Vaz, o CNT recorda acontecimentos ocorridos entre 1973 e 1980, referindo alegações sobre violações de direitos humanos e defendendo que muitas famílias guineenses continuam à procura dos restos mortais de familiares desaparecidos nesse período governado pelo PAIGC, sendo atual líder é Domingos Simões Pereira.
O documento enaltece o papel desempenhado por combatentes da Guiné-Bissau na luta pela independência da Guiné Bissau e Cabo Verde, sustentando que essa história comum deve ser respeitada.
Cabo Verde, na ótica das autoridades da Guiné Bissau não têm autoridade política para influenciar decisões regionais, na CEDEAO.
Nesse rol de críticas o CNT fez questão de separar o Governo do povo cabo-verdiano.
Para CNT, “o povo guineense e o povo cabo-verdiano são e serão sempre irmãos”, acrescentando que a ligação histórica entre ambos os povos não deverá ser afetada pelas divergências políticas entre os atuais governos.
Guiné Bissau reclama respeito ao seu país e reafirmando que o país rejeita qualquer tentativa de interferência externa nos seus assuntos internos.






